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História - O melhor do bairro de São Caetano do Sul Bairro Barcelona

Fundação:

28 de Julho de 1877

Emancipação de Santo André:

24 de outubro de 1948

 

Pesquisas recentes confirmam que somos o mercado de maior potencial de consumo nacional, e a cidade com as melhores condições de vida do Estado de São Paulo. (Fonte: IPEADATA)

 

 A Vila de Santo André, fundada por João Ramalho, em 1554, município atualmente reconhecido nacionalmente devido ao sucesso do time daquela cidade no futebol do Brasil (Ramalhão – Esporte Clube Santo André), em 1560, foi completamente abandonada. Basicamente as pessoas que formavam a população das tais fazendas em que bandeirantes eram proprietários, era habitada por tropeiros e carreiros que trabalhavam no transporte de mercadorias entre o porto de Santos e o planalto paulista.


Pois bem, mais tarde, em 1861, o capitão Duarte Machado doou aos padres beneditinos o sítio que possuía no Tijucuçú (nome dado à via que hoje liga os bairros Olímpico e Nova Gerte). Em 1671, Fernão Dias Paes Leme, bandeirante conhecido sob a alcunha de “O Caçador de Esmeraldas”, arrematou em leilão outro sítio vizinho e também doou aos padres. Assim foi formada a Fazenda São Caetano, que além de plantações, mantinha uma olaria para fazer tijolos, que forneceu todo o material para a construção do Mosteiro de São Bento, no centro de São Paulo.

 

Seis meses depois, chegava o segundo grupo de imigrantes, da Província de Mântua, com os seguintes chefes de família: Luigi Baraldi, Francesco Coppini, Isacco Coppini, Giuseppe Carnevalle, Giuseppe Ferrari, Dionisio Madella, Luciani Gennari, Giovanni Vicentini, Francesco Modesto, Eugenio Modesto e Domenico Vicentini. A presença dos colonos e a proposta do governo de fornecer-lhes alimentação por dois anos em troca do que produzissem, abriram novas perspectivas para o núcleo. A posse definitiva das terras de São Caetano deu-se em 1880. Os habitantes do núcleo dedicaram-se, num primeiro momento, ao trabalho agrícola e cultivo das videiras.


O interesse dos trabalhadores foi logo despertado pela várzea compreendida entre os rios Tamanduateí e Meninos, local rico em excelente argila. Imediatamente começaram a aparecer os primeiros estabelecimentos que se dedicaram ao fabrico de telhas, tijolos e louças, seguindo a tradição dos antigos monges beneditinos. Data de 1758 a notícia inicial da existência de olarias na região, mas foi no ano de 1793 que se instalou a primeira indústria de telhas e tijolos em grande escala.
Em 1895, surgiu a necessidade de material para a construção do Museu do Ipiranga, a olaria de Giuseppe Ferrari forneceu o material necessário para a grande obra. Em 1889, efetuou-se o recenseamento local, tendo-se verificado a existência de 322 pessoas, distribuídas em 92 lotes de terra, além de muitos outros imigrantes que aguardavam no barracão da sede da fazenda onde estavam estabelecidos há dois anos - a distribuição de novos lotes a serem cultivados. Isso indica a enorme atividade existente em São Caetano, que progredia com rapidez e, em 1896, já se tornava um dos grandes centros produtores da Província de São Paulo.
A história político-administrativa de São Caetano acompanhou, em parte, seu desenvolvimento econômico. Em 1901, o território que até então pertencia ao Município de São Paulo foi anexado ao recém-criado Município de São Bernardo do Campo.
Em 1905, São Caetano era elevado a Distrito Fiscal. A fixação das primeiras indústrias coincidiu com a ascensão a Distrito de Paz, em 1916. Em 1924, o arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, dava ao núcleo a sua primeira paróquia e seu primeiro vigário. A vila transformava-se em cidade. A Indústria Pamplona foi a primeira fábrica instalada, vindo a seguir a fábrica de Formicida Paulista, de Serafim Constantino. A primeira sociedade de caráter social e filantrópico foi a Sociedade Beneficente Príncipe di Napoli, em 1891; a segunda, a União Operária Internacional de São Caetano.


A primeira manifestação pela autonomia deu-se em 1928, liderada pelo engenheiro Armando de Arruda Pereira. O São Caetano Jornal foi criado para divulgar a déia emancipacionista, convocando os moradores do distrito de São Caetano para votar em seus próprios candidatos a vereador e Juiz de Paz nas eleições daquele ano. Os resultados não foram os esperados: em 15 de janeiro de 1929, o coronel Saladino Cardoso Franco era reeleito, pela sexta vez, prefeito do Município de São Bernardo, e São Caetano continuaria a ser um de seus distritos. O movimento, portanto, foi mal-sucedido.


Na década de 40, o sonho da emancipação voltou a empolgar os sulsancaetanenses, dando origem à segunda tentativa de obter a autonomia. o Jornal de São Caetano e a Sociedade Amigos de São Caetano lideraram o movimento em 1947. A Assembléia Legislativa do Estado recebeu abaixo-assinado com 5.197 assinaturas solicitando a realização de um plebiscito; a reivindicação foi atendida e a consulta popular foi realizada em 24 de outubro de 1948. Foram apurados 8.463 votos a favor da autonomia de São Caetano, e 1.029 votos contrários.
Em 24 de dezembro daquele ano, o governador do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros, ratificou a decisão dos sulsancaetanenses, homologando a criação do Município de São Caetano do Sul, efetivada a 1º de janeiro de 1949. A primeira eleição para os cargos públicos, no mês de março seguinte, escolheu Ângelo Raphael Pellegrino primeiro prefeito e constituiu a primeira Câmara de Vereadores, ocorrendo a posse dos Poderes Executivo e Legislativo no dia 3 de abril de 1949. Em 30 de dezembro de 1953, foi criada a Comarca, instalada no dia 3 de abril de 1955.
A partir de então a cidade começou a ter um crescimento fantástico. Toda a infra-estrutura urbana começava a ser feita com a ação política dos administradores públicos em parceria com a Câmara de Vereadores. Iniciava-se, de fato, o vertiginoso crescimento do município recém-emancipado.
São Caetano possui atualmente estrutura invejável para qualquer cidade brasileira. Com dezenas de títulos recebidos nos setores administrativos, o município que faz parte da região do Grande ABC, que está inserida na região metropolitana de São Paulo, é uma ilha de progresso.
O município vem mudando o seu perfil econômico (do berço das indústrias) para o setor de serviços que representa hoje mais de 45 mil postos de trabalho na cidade (são mais de 23 mil empresas prestadoras de serviços estabelecidas em São Caetano do Sul). Em contrapartida, umas das maiores indústrias automobilísticas do mundo está por aqui. A General Motors é a principal fonte de arrecadação de ICMS da cidade.


A educação recebe atenção especial por parte do poder público. São 35% da arrecadação total aplicados na área. O município que não tem favelas fica cercado de pobreza nas cidades vizinhas e a segurança é sempre uma preocupação. Enfim, manter a qualidade dos serviços públicos oferecidos, promovendo a inclusão social é a meta da administração pública.
Com uma configuração política inédita, uma vez que a cidade possuirá apenas 11 vereadores a partir de 2005 e elegeu democraticamente um prefeito médico pela primeira vez, a manutenção da qualidade de vida conquistada nos últimos anos é um desafio constante a partir de agora. Todas as crianças do ensino infantil estão matriculadas na rede municipal de ensino, todas as 600 ruas asfaltadas, 0,07% de analfabetismo e 100% do esgoto tratado.


Seriedade sempre foi o grande trunfo dos administradores da cidade. Saúde, infra-estrutura, educação, esporte, o trato da criança ao idoso. São Caetano do Sul é exemplo de qualidade de vida num Brasil marcado pelas desigualdades sociais. Tratar bem a população desde a pré-escola, até a Terceira Idade é a preocupação da administração pública. Numa área territorial pequena, São Caetano do Sul tem 39 escolas municipais, dentre creches, ensino fundamental, ensino médio e pré-escola. Já os três centros da Terceira Idade atendem cerca de 20 mil idosos nas áreas de esporte e lazer, saúde, assistência jurídica e entretenimento

 


  

  • Pesquisas recentes confirmam que somos o mercado de maior potencial de consumo nacional, e a cidade com as melhores condições de vida do Estado de São Paulo. Com cerca de 150 mil habitantes, em área de 15 km², infra-estrutura invejável em termos de comunicações, sistema viário, de saúde, educacional, e serviços básicos, somos caracterizados pelo crescimento vertical,pela localização geopolítica privilegiada na região de maior destaque econômico do País, especialmente pelos recursos humanos de notável qualidade, cuja a atuação profissional extende-se além das fronteiras não só do Município, mas as nacionais.

 

  • Demografia

Dados do Censo - 2000
População Total: 172.159

Urbana: 172.159
Rural: 0 - não há zona rural no município.
Homens: 65.517
Mulheres: 74.642

Densidade demográfica: 9.160,72 hab./km²

Mortalidade infantil até 1 ano: 1,38 por mil

Expectativa de vida: 87,18 anos

Taxa de fecundidade: 2,56 filhos por mulher

Taxa de Alfabetização: 99,01%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,919

IDH-M Renda: 0,896
IDH-M Longevidade: 0,886
IDH-M Educação: 0,975

 

  • Posse de bens e serviços domésticos

 

  • Telefone celular : 45,7% da população
  • Telefone fixo : 97 % da população
  • Automóvel : 67,3% da população
  • Microcomputador : 41,1% da população
  • TV em cores : 99,9% da população
  • Geladeira : 100% da população

 

  •  Total de empresas estabelecidas (por categoria econômica)
  • Indústrias : 753
  • Estabelecimentos comerciais : 4.632
  • Prestadores de serviços (inclui autônomos) : 19.105
  • Concessionárias : 10  

 

  • Dados socioeconômicos

Renda familiar líquida média : R$ 2.212,56
Produto interno bruto municipal : US$ 2,3 bilhões
Potencial de consumo/2001 : US$ 657 milhões

Renda per capita estimada : US$ 16.500/ano

Classe A : 13,1%
Classe B : 45,2%
Classe C : 32,2%
Classe D : 9,5%


  • Hidrografia


Rio Tamanduateí (divisa com São Paulo)
Córrego dos Meninos (divisa com São Paulo e São Bernardo do Campo)
Córrego de Utinga (divisa com Santo André)
Córrego das Grotas (divisa com Santo André)
Córrego do Moinho.

    



  

A Igreja Ucraniana Ortodoxa na década de 1970, Resultado da união das vilas da Ressaca e Barcelona, o Bairro Barcelona recebeu esse nome em razão dos espanhóis e descendentes que moravam no local. Há registros da chegada das Famílias Madona, Lozano, Santana e Teles, em 1920. No ano seguinte, chegou a Família Ricci. No fim da década de 1940, chegaram os Milani, Rosini, Mosca e Pastore.
O local era um brejo, e para aterrar a área foi preciso trabalhar desde o Córrego do Moinho até a Rua Tiradentes. Aos poucos, as chácaras de plantação e criação deram lugar às residências. A chegada da General Motors, que adquiriu o terreno da tecelagem Nice, foi o marco desta transição.
A capela de Nossa Senhora Aparecida, foi construída em 1949 pelos primeiros habitantes católicos. Em 1953, outra capela com o mesmo nome foi erguida. Apesar de ter sido construída em uma área maior, a segunda igreja tinha medidas mais modestas.
Atualmente templos de outras religiões existem no bairro, como por exemplo a Igreja Ucraniana Ortodoxa e a Igreja Ortodoxa Gregoriana.
Água encanada, esgoto e pavimentação datam do final da década de 1950. Nos anos de 1960, teve início a pavimentação e o ajardinamento da Rua Nazareth. A partir de 1970, o comércio e as indústrias do bairro começaram a se desenvolver.

 

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Fonte: Fundação Pró Memória de São Caetano do Sul - (www.fpm.org.br)